domingo, 27 de março de 2011
VISITA AO MUSEU DE ARTE E À CASA DO BAILE
Nestas visitas, pudemos contemplar de perto duas grandes obras de Oscar Niemeier. São projetos de rara beleza e que apresentam detalhes que servem de inspiração para todo arquiteto e, particulamente, para nós, futuros arquitetos. Nesses locais, pude perceber que, estrategicamente, o arquiteto projetou paredes quase totalmente de vidro para que a beleza da Lagoa da Pampulha fizesse parte do ambiente interno. É como se a pessoa se sentisse envolvida pela arquitetura externa, estando dentro das paredes de vidro. Suas curvas mostram a sensibilidade de um autor que se preocupa com cada peça do conjunto em particular. Dificilmente vemos ali imagens repetidas ou paisagens monótonas. Vemos placas de mármores, ladrilhos e pilares pensados, planejados e calculados individualmente. Uma obra verdadeiramente artesanal, em seu melhor sentido de arte. As rampas e escadarias foram projetadas proporcionando a quem passa por elas a sensação de estarem viajando pela arquitetura do ambiente e presenciando paisagens diversas. Na Casa do Baile, logo que chegamos, temos a impressão de estar diante de um cômodo circular único, quando na verdade foram inseridos nesse complexo outros compartimentos, com o objetivo de completar a funcionalidade do local. Como futuro arquiteto, tenho aprendido desde o início do meu curso, ao contrário do que entendia antes, que a Arquitetura é uma ciência muito mais humana do que exata. O coração do artista é muito mais evidenciado do que eu imaginava. Estou só no início. Vou aprender muita coisa ainda.
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